É impressionante como homens e mulheres estão dispostos a dar a própria vida para que seus nomes sejam inscritos no Livro dos Recordes, ou Livro dos Guinness. O Guinness foi editado pela primeira vez em 1955. Cinqüenta anos depois, atingiu o número de 100 milhões de exemplares publicados. Os recordes são dos mais variados tipos. Dou com exemplo: “O maior colecionador de cachaça do mundo; a pessoa que ficou mais tempo despido numa temperatura de 29 graus negativos; maior combate com bolas de neve; o homem que carregou sua esposa nos braços por mais tempo, etc”. Há importantes informações no Livro dos Guinness, mas muitas não têm qualquer significado cultural: “O cuspe mais distante; o maior tempo de permanência entre serpentes venenosas, e outras”. O desejo de entrar no Livro dos Guinness, assemelha-se ao desejo de muitas mulheres em ser capa de revistas masculinas, ou ao anseio de homens e mulheres de participarem de programas como o “Big Brother”. Em todos os casos, a intenção é a notoriedade, não importa se a alma seja ou não vendida ao diabo. Em segundo lugar, o dinheiro. O sacrifício que fazem para entrar no Livro dos Guinness é um verdadeiro sacrifício de tolos. Tolos também os milhões de telespectadores ávidos de conhecer os nomes e as façanhas mais espetaculares; a exposição mais ousada no “Big Brother”, as briguinhas, fofoquinhas, quinquilharias, e outras inutilidades. O nome de Jesus Cristo deveria ser o primeiro da lista do Livro dos Guinness, porque Ele jamais foi superado em número de milagres. Ninguém como Ele andou sobre as águas. O milagre de transformar água em vinho nem sequer foi tentado por alguém. Ele superou a todos ao curar dez leprosos de uma só vez. É preciso continuar citando? Jesus se tornou o mais notável recordista ao carregar a própria cruz por algumas centenas de metros, e nela ser crucificado. Jamais alguém predisse sua própria ressurreição, e afirmou que ressuscitaria ao terceiro dia. Tudo isso Ele fez para que pudéssemos entrar no Livro da Vida. Para entrarmos nesse livro, o “Livro da Vida”, não precisamos fazer sacrifício de tolos. Não precisamos de obras de nossas próprias mãos; da força de nossos braços e pernas; não precisamos enfiar centenas de cigarros em nossa boca ou uma enorme espada garganta abaixo. Não precisamos nos expor a centenas de telespectadores e muito menos carregar enormes cruzes por rodovias ou pagar algum tipo de promessa feita. Basta a fé no Filho de Deus, através da qual a graça divina nos alcança. Os que estão com seus nomes no Livro dos Guinness são reconhecidos e invejados pelos homens. Homens exaltando homens. Os que estão com os seus nomes no Livro da Vida são filhos de Deus e terão o privilégio de vencer a morte pela ressurreição, e ganhar vida eterna. Nenhuma recompensa terrena pode ser comparada à de morarmos para sempre no céu. Quando alguns discípulos se mostraram alegres e recompensados porque curaram enfermos e expulsaram demônios, Jesus lhes disse:
“Não vos alegreis porque se vos sujeitam os espíritos; alegrai-vos antes por estarem vossos nomes escritos nos céus” Lc 10: 20
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quarta-feira, junho 02, 2010
POR QUE CAEM OS GIGANTES?
Tenho feito esta pergunta a mim mesmo, nestes últimos dias, a luz de muita reflexão e observação, incluindo o momento espiritual pelo qual o nosso país está passando. Por que, de repente, uma pessoa que é um expoente na sua área de atuação tropeça a vista de todos? Passei então a analisar a vida de um grande gigante que caiu: o rei Saul. Certo dia, precisava acontecer a celebração de um culto a Deus, mas na ocasião não estava presente o sacerdote (1Sm 13: 8). O sacerdote demorou a chegar e após 7 dias de espera, Saul não se conteve, e ofereceu sacrifícios no lugar do sacerdote. Ao usurpar uma função que não era sua, o rei cometeu um “sacrilégio”. Arrogantemente, Saul tomou a coisa sagrada para si. Ele desejou o poder absoluto (era rei diante dos homens, mas não quis se submeter a autoridade de Deus), ocupando o lugar do sacerdote na oferta dos sacrifícios a Deus, Saul perdeu a sua comunhão com Deus. Um homem como Saul, sem o chamado e a preparação sacerdotal, não poderia estar no lugar da celebração dos sacrifícios a Deus. Isto era um sacrilégio, uma profanação que precisava ser julgada e punida. Ele ainda tentou se justificar perante Samuel: “...Fui forçado pelas circunstâncias...”(1Sm 13: 12, tradução livre do autor ). Mas o sacerdote de Deus o confrontou com a verdade: “Procedeste nesciamente em não guardar o mandamento que o Senhor, teu Deus, te ordenou...”(1Sm 13: 13). Samuel qualificou o procedimento de Saul como uma tolice, uma loucura, uma imprudência. Não se fazem certas coisas, não se quebram certas regras impunemente. Ordem é necessária em qualquer atividade, pois o fim da hierarquia é o princípio da anarquia. Isto explica porque o rei Saul caiu. Rompendo a hierarquia espiritual estabelecida por Deus para Israel, ele vai descendo ladeira abaixo, pois quebrou voluntariamente a autoridade de Deus sobre a sua própria vida. Saul trouxe a anarquia para sim mesmo. O seu fim foi trágico. Os gigantes caem, não importando quem sejam,nem o que façam ou os talentos que possuam, ou o poder que exerçam, ou, até mesmo a espiritualidade que possuam. Se não vigiarem, os gigantes também caem... O que mais se ressalta é que Saul caiu por uma razão geral bem explicada na Bíblia: “Morreu Saul por causa da sua transgressão cometida contra o Senhor...”1Cr 10: 13). Entretanto Samuel o visita e apresenta 3 motivos que explicam esta transgressão:
TEIMOSIA: é a insistência em um desejo fora da vontade de Deus. Há pessoas que são teimosas em manter suas posições, mesmo sabendo que estão erradas.
REBELDIA: a palavra que Deus concedeu a Samuel para classificar a rebeldia foi compará-la ao pecado de feitiçaria. O posicionamento da Bíblia é forte: cada vez que você se rebela contra Deus, contra Sua Palavra, contra Sua autoridade, isto não vem a ser uma coisa engraçadinha, uma questão de opinião ou escolha! Não! Cada vez que você se rebela, você se torna um feiticeiro, excluindo-se da graça de Deus.
DESOBEDIÊNCIA: Saul foi rejeitado porque não soube obedecer, não cumpriu o que o Senhor havia lhe ordenado. A derrota, a desgraça, a destruição, começa com desobediência. Certamente, por isso, a coisa mais importante na vida de qualquer pessoa é obedecer. Cuide em fazer a vontade de Deus, que Ele manterá seus gigantes de pé!!
TEIMOSIA: é a insistência em um desejo fora da vontade de Deus. Há pessoas que são teimosas em manter suas posições, mesmo sabendo que estão erradas.
REBELDIA: a palavra que Deus concedeu a Samuel para classificar a rebeldia foi compará-la ao pecado de feitiçaria. O posicionamento da Bíblia é forte: cada vez que você se rebela contra Deus, contra Sua Palavra, contra Sua autoridade, isto não vem a ser uma coisa engraçadinha, uma questão de opinião ou escolha! Não! Cada vez que você se rebela, você se torna um feiticeiro, excluindo-se da graça de Deus.
DESOBEDIÊNCIA: Saul foi rejeitado porque não soube obedecer, não cumpriu o que o Senhor havia lhe ordenado. A derrota, a desgraça, a destruição, começa com desobediência. Certamente, por isso, a coisa mais importante na vida de qualquer pessoa é obedecer. Cuide em fazer a vontade de Deus, que Ele manterá seus gigantes de pé!!
segunda-feira, maio 10, 2010
AO LADO DE UM POÇO EM SAMARIA
Havia muitos poços em Samaria nos tempos de Jesus. Mas, nesse dia, certo poço seria usado de modo especial. Sem os fortes preconceitos raciais que perturbavam Sua época, Jesus não hesitou em passar por Samaria quando viajava para a Galiléia. Um pouco ao sul de Sicar, a estrada se divide. Ali havia um poço, na terra que anteriormente pertenceu a Jacó e foi dada a José. Quando o grupo que viajava com Jesus chegou nesse lugar, todos estavam cansados da viagem. Ali Jesus fica e envia os discípulos a Sicar, para comprar alimento. Havia no Senhor um cansaço especial que deveríamos conhecer. É claro que, sendo completamente humano, havia a exaustão física natural. A pressão do tempo, das pessoas e as exigências do ensino cansariam qualquer pessoa. Mas para ele havia a presença fatigante do pecado, sempre o pecado! Para onde quer que olhasse o Filho de Deus, havia um pecado desafiando a sua divindade. E assim, uma mulher samaritana chega ao poço para tirar água. O pecado de sua vida Jesus conhece. Qualquer cansaço físico que ele sentisse teria que ser esquecido. Não há tempo para pensar em si. O poder que reside dentro dEle para perdoar deve ser compartilhado com ela. "Dá-me de beber", Ele diz (João 4:7). A mulher fica espantada. "Como, sendo tu judeu, pedes de beber a mim, que sou mulher" (Jo 4:9). Ele responde: "Se conheceras o dom de Deus e quem é o que te pede: dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva" (Jo 4:10). Água da vida! Que é isso? Ela fica curiosa. "Onde, pois, tens a água viva?" (Jo 4:11). Para Jesus, é o "dom de Deus". Para ela era "aquela" água. Jesus está pensando espiritualmente sobre o pecado dela e a necessidade do perdão. Ela está pensando fisicamente, querendo a água que satisfará para sempre a sua sede (Jo 4:15). Mas Ele despertou uma curiosidade nela a ponto de fazer perguntas. É exatamente o que todo bom professor procura fazer. E os que realmente buscam a verdade corresponderão. "És tu, porventura, maior do que Jacó, o nosso pai" (Jo 4:12). A resposta de Jesus é "sim", mas não o disse diretamente. Responde de modo que a faz pensar. "Aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água... Será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna" (Jo 4:14). Aproveitando a curiosidade que despertou nela, Ele se volta noutra direção. "Vai, chama teu marido" (Jo 4:16). Vamos aprender algo aqui. Ensinar bem não é só falar. Para ensinar bem é necessário que o aluno descubra "a verdade" por si só. Jesus poderia ter evitado toda essa "confusão" sobre a água da vida se simplesmente tivesse falado claramente. Mas não fez isso. Os que estão aprendendo têm uma responsabilidade. Jesus está trabalhando. Está preparando o terreno, deixando-o pronto para o plantio. Essa mulher precisa ver a necessidade dela e ver "quem" Ele é (Jo 4:10). É exatamente o que todos nós devemos perceber. Não basta levar as pessoas ao batistério. Elas precisam ver o pecado "delas" e a necessidade que "elas" têm de ser perdoadas, e que Jesus é o Salvador que pode e que vai satisfazer essa necessidade. Quanto ao marido, a mulher declara não ter nenhum. Jesus agrada-se da resposta verdadeira e diz: "Cinco maridos já tiveste, e esse que agora tens não é teu marido" (Jo 4:18). A percepção dela é rápida. "Vejo que tu és profeta" (Jo 4:19). Perceba que ela se refere não "o profeta", mas "profeta". Ainda não chegou lá, mas está aprendendo. Ela faz uma declaração sobre a adoração. Manifesta a necessidade que ela vê em sua própria vida de adorar e adorar corretamente. O começo da conversão consiste em reconhecer que necessitamos de Deus. O bom ensino levou-a a expressar isso. A resposta de Jesus a fez dizer: "Eu sei... Que há de vir o Messias... Quando Ele vier..." (Jo 4:25). Mulher, ele está bem diante de você! Quantas vezes deixamos de ver o óbvio. Mas ela o disse, e agora é a vez de Jesus: "Eu Sou, eu que falo contigo" (Jo 4:26). Nesse momento retornam os discípulos, e ela, esquecendo o balde, volta entusiasmada para Sicar, anunciando a todos: "Vinde comigo e vede... Será este, porventura, o Cristo?!" (Jo 4:29). Ele não é mais apenas "profeta"! O Senhor não está mais preocupado com a comida. A oportunidade de ensinar supera qualquer cansaço, satisfaz mais que comer, não é nenhum fardo (Jo 4:34). Ele está radiante! "Não dizeis vós que ainda há quatro meses até à ceifa? Antes, erguei os olhos e vede os campos, pois já branquejam para a ceifa" (Jo 4:35). Ele diz aos discípulos que retornavam que não é hora de se preocuparem em encher o estômago. (Prioridades). E lhes diz mais alguma coisa: "Não importa quem semeia e quem colhe. A colheita do Evangelho é um esforço conjunto. Apenas se alegre de fazer parte dele" (Jo 4:36-38, tradução livre do autor do artigo). Assim vieram os samaritanos. E ouviram. E creram, "porque nós mesmos temos ouvido e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo" (Jo 4:40-42). Muitas coisas aconteceram no poço aquele dia, coisas com que Jacó e José só poderiam "sonhar".
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